segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como foi o encontro 4º DIstrito do Sudeste III da OFS do BRASIL

Aconteceu na cidade de Botucatu o encontro anual do 4º Distrito da área Sudeste 3, do Conselho Regional da Ordem Franciscana Secular do Brasil, estando presentes fraternidades das cidades de Itu, Itapetininga, Botucatu, Itapeva, Conchas, Itaporanga, Porangaba, Sorocaba e Porto Feliz. Itatinga não pode se fazer presente.



Sr Luís ministro da Fraternidade de Botucatu



Este ano de 2010, a Fraternidade de Botucatu Nossa Senhora de Lourdes, acolheu o evento distrital, com o tema "Vocação: cultivar e cuidar", com presenças de Denise Aparecida Marum Gusmão, ofs representando a ministra regional Maria Bernadete N.A.Mesquita, ofs e teve também a  Santa Missa presidida pelo Frei Constantino assistente espiritual da Fraternidade de Botucatu, no encontro esteve presente o Frei João Castilho que já foi assistente espiritual do conselho regional. Esteve presente, representando o Conselho Nacional da OFS,  Edivaldo Rogério de Oliveira, tesoureiro nacional.


















Entrada de São Francisco, cantando e tocado

Músicos que animaram o encontro











Denise leu a mensagem de Maria Bernadete para todos os mais de 270 irmãos presentes, por motivos pessoais Maria Bernadete não pode participar mas em sua carta desejou sinceros votos de benção e Paz!


Mara Faustino, ofs - palestrante do dia
Na palestra do dia Mara Aparecida Faustino, ofs,  da cidade Porto Feliz palestrou com uso de dinâmicas e uma profunda reflexão sobre a vocação do franciscano secular: em suas palavras Mara Faustino reforçou a necessidade da mensagem de Cristo ganhar as ruas "São Francisco não era de salão paroquial e sacritias, ele era peregrino, sempre estava no meio do povo levando a mesagem de Cristo! Para o Franciscano Secular é importante nunca perder alegria, mesmo diante das piores dificuldades pois SF é o santo da Alegria, por isto devemos retomar nossa vocação, buscando como tudo começou na alegria, no amor e no serviço. Outra mensagem que foi transmitida com ênfase é quanto a animação das reuniões gerais  Mara orientou para que as fraternidade sempre criarem um ambiente bem preparado para o encontro fraterno entre os irmãos, sempre registrando em texto e fotos o que as fraternidades estão fazendo nas reuniões e em atividades na paróquia, no encontros etc. Citando como exemplo, através de slides no data show, mostrou as principais atividades da futura fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe da cidade de Porto Feliz, mostrando que el são feitas nas ruas, envolvendo sempre a comunidade: folia de Reis, Semana pela Paz, café da manhã no domingo da ressurreição da Semana Santa, Ceia de Natal na rua, serenatas, manhã franciscana, etc.

Frei Constantino
Santa Missa, presidida pelo Frei Constantino, ofm, assistente espiritual da fraternidade Nossa Senhora de Lourdes de Botucatu, em sua homilia ele abordou sobre a vocação que cada um recebeu, e convidou a todos a fazerem uma reflexão para avaliarmos sobre oque estamos fazendo com ela, dela. Retomar a amor inicial, a alegria e ao entusiasmo ao se por a serviço e sempre convidar mais irmãos, levando sempre as ruas a mensagem de São Francisco para o seguimento de Cristo.

No encontro Além de dinâmicas, músicas, durante o evento, encontrou-se lindos testemunhos vivos, de pessoas que a 50, 57, 60, até 65 anos que vivem sua vocação franciscana sem desistir.
 Silvana ministra da futura fraternidade São Maximiliano Kolbe de Porto Feliz
A cidade de Porto Feliz, acolhe a mais nova fraternidade ofs, tudo começou com um grupo de espiritualidade, denominado Movimento de Assis, onde pessoas devotas de São Francisco se reuniam semanalmente (é assim até dia de hoje), entre músicas, conversas descontraídas, também tinha muita oração, atividades, cantos e participação as Missas, além de estudos sobre a vida de São Francisco e Santa , atualmente os irmãos já passaram por rito de admissão e estão em formação.


Este encontro terminou com gostinho de quero mais, agora é so fazer lição de casa nas fraternidades e seguir até ano que vem!




Felipe Miranda
Fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe
Porto  Feliz/SP  4º  distrito   Região Sudeste  III
OFS do Brasil 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Convocação Capítulo Geral 2011 - Português







Circ. 16/08-14
Prot. N. 2201/10

Roma, 6 de junho de 2010
Solenidade de Corpus Christi

«"Minha carne é verdadeira comida,
E meu sangue verdadeira bebida;
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele. »
(Jo 6, 56-57)

Aos Conselhos Nacionais da OFS e JUFRA
Aos Conselheiros Internacionais OFS e JUFRA

Queridos irmãos e irmãs:
O Senhor vos dê a paz!

Hoje, que celebramos a doação de Jesus na última Ceia, o dia da Eucaristia em si mesma, ocasião para crer, amar e adorar, mas também para conhecer melhor a riqueza deste mistério de Jesus que se faz pão vivo para cada um e para o perdão do pecado, pareceu-me um lindo dia para anunciar a celebração do “XIII Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular”.

Terá lugar no Brasil, na cidade de São Paulo, nos dias 22 a 29 de outubro de 2011, no Centro Pastoral Santa Fé. A Presidência do CIOFS, entre as propostas recebidas, elegeu esta, já que será a primeira vez que um Capítulo Geral se celebra na América do Sul, onde a OFS representa mais de uma terça parte de nossa Ordem e a JUFRA também tem uma considerável consistência. Espero que todos gostem da idéia de compartilhar a vida com nossos irmãos e irmãs deste belo e sofrido Continente.

De maneira orientativa, lhes informo que o tema central do Capítulo será: “Evangelizados para evangelizar”, com uma introdução geral sobre o tema e os seguintes sub-temas:

- Vocação específica para uma missão particular.

- Construtores de um mundo fraterno e evangélico. (Instrumentos de paz e reconciliação).

Mais adiante poderemos oferecer-lhes informações mais concretas, já que o tema do Capítulo será tratado em profundidade na próxima reunião da Presidência.

Quero adiantar-lhes que no próximo ano a formação permanente oferecida na Página Web estará dedicada ao argumento do Capítulo, para que toda a Ordem se prepare e sensibilize adequadamente para aprofundá-lo e para que suas orientações sejam recebidas com responsabilidade e decisão de aplicá-las a fundo.

Desde este momento os convido a tomar as medidas necessárias para participar no Capítulo, ao qual serão formalmente convocados os Conselheiros Internacionais da OFS e da JUFRA. Consideraremos a presença de algumas das Fraternidades Nacionais Emergentes, que ainda não tenham participado num Capítulo Geral.

Também não é demais recordar que, à norma do art. 4.2 do Estatuto FIOFS, as Fraternidades Nacionais Emergentes podem constituir um grupo de países próximos, com características sociais, culturais e religiosas similares, que lhes permita participar com um Conselheiro Internacional próprio, com todos os direitos.

Estejam atentos às comunicações que estarão chegando com informações concretas para a melhor organização do Capítulo. Rogo, a alguns, que sejam criativos para começar já a organizar eventos e atividades que permitam angariar fundos para a participação de cada Fraternidade Nacional neste evento de vida, responsabilidade compartilhada e de fraternidade para nossa Ordem e, a outros, que sejam caridosos para contribuir, como o jovem do Evangelho, os pães e os peixes que, com o milagre do amor, saciem a fome de participar no Capítulo das Fraternidades com mais carências econômicas.

Que Jesus - Eucaristia, seja a razão de nossa vida e suscite em nós o desejo de ser evangelizados para tornar possível nossa missão evangelizadora.

Vossa irmã,
Encarnación del Pozo
Ministra Geral OFS

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Carta da Terra

Irmãos
O texto a seguir, da CARTA DA TERRA, cujo aniversário de 10 anos de lançamento foi comemorado no último dia 22 de abril, é bastante longo, porém vale a pena ler. O site da Carta em português é: http://www.cartadaterrabrasil.org/
Videos da Carta da Terra no Youtube: existem muitos videos sobre a Carta na Internet e no Youtube, em particular. Um dos mais completos está dividido em 3 partes, cujos links vão a seguir. Parece-me ser ótimo para abordagem nas formações da OFS em todos os níveis.

 1a. parte2a. parte - 3a. parte

--------------------- CARTA DA TERRA --------------

O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
organismos prejudiciais.
e. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
f. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
b. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
c. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
ambientais seguras.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Experiência de Assis/2009


O grupo da Experiência Assis 2009, reuniu-se em São Paulo para a primeira etapa da Experiência.

São 37 participantes sob a Coordenação de Frei Marco António dos Santos, OFM, Irmã Zioldé Caldas, Franciscana Bernardina e Maria Bernadette Nabuco Mesquita, OFS.

No dia 29 eles partirão para a Itália, para encontrarem-se com Francisco e Clara e com eles realizarem a experiência de Deus.

Serão 30 dias de estudos, reflexões, vivência e celebrações, nos locais onde nasceram, cresceram, viveram sua vocação e morreram nossos fundadores.

Que o Espírito do Senhor os conduza nesse projeto maravilhoso e os traga de volta revigorados e prontos para recomeçar a missão com o espírito renovado.
(para aumentar a foto basta clicar na imagem)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Entrevista com o novo ministro nacional da OFS

O jornalista Wilson Firmo, que é franciscano secular, fez uma matéria para o jornal Tribuna Popular, da cidade de Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, sobre a eleição do Ministro Nacional da OFS.

Abaixo o link para a interessante matéria, com direito a ouvir o áudio de uma curta entrevista com o novo ministro. Parabéns ao Wilson pela iniciativa e parabéns e força ao Antonio Benedito, nosso novo ministro, que é do Pará.

http://tribunapopular.wordpress.com/2009/08/21/17948/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ITINERÁRIO FRANCISCANO DE VARGEM GRANDE PAULISTA

(Rosalvo Mota, OFS).

Os irmãos e irmãs da Fraternidade Santa Clara, de São Paulo, Vila Madalena, Capital, realizaram o 28º Itinerário Franciscano, nos dias 24 a 26 de julho, para irmãos e irmãs das Fraternidades: Imaculada Conceição, Divina Providência, Santa Inês, São Francisco, da Borges Lagoa, e 13 simpatizantes do carisma franciscano.



O Encontro realizou-se na Casa de Retiros, em Vargem Grande Paulista, contando com a presença do Pe. Agentil Eugênio, OSC e do Irmão Amadeu, OSC, os quais estão na administração da casa .



Como sempre, completando o “time” de Santa Clara, participaram os irmãos João e Marlene Torres Rocha, da Fraternidade Nossa Senhora de Fátima - de Sapopemba-Capital, Edite Costa Beher, da Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, de Bragança Paulista, além, é claro, do nosso Assistente Espiritual, Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM.



A Fraternidade Santa Clara viveu mais uma experiência, cujo objetivo é despertar, em cada participante, a beleza da espiritualidade Franciscana, procurando, através da “experiência” do Deus Amor e Misericordioso e do testemunho de vida de cada irmão, mostrar uma nova compreensão de si mesmos e uma nova visão da vida, com fundamento no Evangelho.



O Itinerário Franciscano é fruto de um desejo e de uma decisão muito simples dos irmãos e irmãs da Fraternidade Santa Clara.



Deus tem cumulado a nossa Fraternidade de muitas graças, durante todo este tempo e sentimos que era preciso que retribuíssemos a Ele, dando também, parte do nosso tempo, embora Ele não precise disso, pois é o Senhor do tempo.



E, de outro lado, a presença dos que desejam fazer o Itinerário é, igualmente, fruto de uma decisão: a de encontrar um tempo para estar com Deus. Uma das simpatizantes, testemunhou: “Francisco também falava por aproximação: ele se referia ao leproso para dizer do que nos assusta em nós mesmos, do que repelimos em nós e não podemos admitir, por isso olhamos nos outros o que nos incomoda (tão psicanalítica sua postura, não?) ... do porteiro do mosteiro que não lhe abre a porta para que pensemos no quanto não nos abrimos ao novo, ao medo, ao que nos é estranho... Ás vezes me parecia que tinha estudado Lacan e os significantes...” “São muitas as aproximações que fiz, deixando-me embalar, sem me preocupar, mas claro, utilizando os recursos que eu dispunha. Qual é o leproso que habita em mim? Muito mais do que o leproso fora de mim... O que deixo pra fora do meu mosteiro? Muito mais do que quem eu deixo pra fora?” “Pessoas tão especiais ali, expondo suas coisas, suas vidas, repartindo o que construíram de forma tão despojada. Rica experiência essa.”



Ao final, foi uma Graça de Deus a experiência vivida nestes dias, tanto para os participantes, quanto para os que realizaram o Itinerário. Deus seja louvado!



Dessa forma, os irmãos e irmãs da Fraternidade Santa Clara continuam à disposição de todas as Fraternidades da Região Sudeste III e outros grupos que se interessarem a realizar outros Itinerários Franciscanos.

Abaixo algumas fotos do evento (clicando em cima aumenta).














sábado, 23 de maio de 2009

ITINERÁRIO FRANCISCANO DE ITAPORANGA/SP

ORDEM FRANCISCANA SECULAR DO BRASIL FRATERNIDADE SANTA CLARA

(Rosalvo Mota, OFS).

Os irmãos e irmãs da Fraternidade Santa Clara, de São Paulo, Capital, Vila Madalena, realizaram o 27º Itinerário Franciscano, nos dias 24 a 26 de abril, para a Comunidade Coração de Maria, na cidade de Itaporanga/SP, situada a 380 Km da Capital.

Além dos 32 jovens internos da Comunidade, participaram, também, 09 Coordenadores da Comunidade, 05 irmãos/ãs de Fraternidade São Conrado de Parhzan de Itaporanga e 05 irmãos/ãs da Fraternidade São Francisco de Assis de Itapeva .

Completando o “time” de Santa Clara, participaram os irmãos João e Marlene Torres Rocha, da Fraternidade Nossa Senhora de Fátima - de Sapopemba/São Paulo, Edite Costa Beher, da Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, de Bragança Paulista e Jorge Tadeu Magalhães, da Fraternidade Nossa Senhora da Divina Providência, de São Paulo, além, é claro, do nosso Assistente Espiritual, Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM.

A Comunidade Coração de Maria é uma entidade autônoma, que tem por objetivo o acolhimento e o tratamento de jovens dependentes químicos, com vista a completa recuperação através da laborterapia e do atendimento especializado, visando a reintegração dos jovens em suas respectivas famílias e na sociedade.

Feito e aceito o convite, a Fraternidade Santa Clara viveu mais uma experiência, cujo objetivo é despertar, em cada participante, a beleza da espiritualidade Franciscana, procurando, através da evangelização, do conhecimento do Deus Amor e Misericordioso e do testemunho de vida de cada irmão, mostrar aos participantes uma nova compreensão de si mesmos e uma nova visão da vida, com fundamento no Evangelho.

Ao final, foi uma Graça de Deus a experiência vivida nestes dias, tanto para os participantes, como para os que realizaram o Itinerário. Deus seja louvado! Dessa forma, os irmãos e irmãs da Fraternidade Santa Clara continuam à disposição de todas as Fraternidades da Região Sudeste III e outros grupos que se interessarem a realizar outros Itinerários Franciscanos.

Abaixo, algumas fotos do evento: